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Mostrando postagens de Setembro, 2018

Uma carta de orgulho, admiração e perdão

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Eu tenho tanto orgulho do Jefferson de 2008 que não consigo conter a emoção enquanto escrevo este texto.

Em 2008, eu era só um sonhador que tinha sonhos inimagináveis para um filho de Antônia. Ah, eu era cristão, na época eu congregava em uma igreja evangélica. Não congrego mais, continuo cristão, talvez mais do que antes.
Em 2008, eu tinha síndrome do patinho feio. Isso pode parecer uma piada, mas é uma doença. Você, influenciado por reforços externos e apontamentos de terceiros, passa a ser ver menos, por isso toma uma atitude de autossabotagem, evitando se cuidar e sempre se achando inferior às pessoas ao seu redor.
Em 2008, eu tinha um grande amor que mal olhava para mim. Lembro que eu lhe escrevia cartas, uma por dia, com frases de amor e músicas, compartilhava planos, desejos, medos, eu me abria nas cartas. Um dia essa pessoa sentou no pátio da escola e junto com os amigos rasgou todas essas minhas cartas, eu vi tudo. Lembro do quanto eu me dedicava na escrita, escrevia com minha m…

Como uma gérbera: as dores são internas

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Por Jefferson Sampaio
Às vezes sinto que estou morrendo por dentro, que vou morrendo com um sorriso no rosto, com uma casca que não consegue transparecer isso. Minhas pétalas vão ficando intactas enquanto vou apodrecendo internamente.
Não é fácil reconhecer isso, mas é necessário. As feridas são grandes e a angústia uma constante. Isso tudo dói. Meus demônios internos verberam-se, constantemente ao som mórbido de uma tarde de calor sem vento.
Novamente me sinto aéreo. As coisas estão acontecendo e eu não as controlo. Isso tudo dói. Ao mesmo tempo em que tudo parece parado, sinto como se as dores estivessem evoluindo, ela não para, não cansa, não descansa, vai corroendo como se fosse um córrego indo em direção ao rio. Parece que meu estômago foi corroído, ele geme a todo momento, uma gastura horrível de que não está nada bem. 
As coisas acontecem de uma forma tão independente que eu me culpo por não conseguir reagir. A culpa toma conta de mim. Não consigo me perdoar, os perdões estão embru…