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Um texto prepotente sobre uma mente que não para

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Esse é um texto prepotente, medíocre, individualista, nada direto e sem encaminhamentos. Se isso te interessa, podemos seguir juntos.
Minha mente borbulha, a todo momento, ela se movimenta em uma constância que me faz ficar preocupado com uma possível loucura futura. Nada para, quando quero que pare, não para. Como fruto disso eu preciso conviver com uma indesejável ansiedade. Parece que as coisas não param, mas não chegam aonde deveriam chegar.
Eu espero. Mentira, eu ajo. Rotineiramente eu estou tomando algumas rédeas, decidindo, abrindo-me, mostrando-me, fazendo com que as coisas aconteçam. Sabe aquele trem que solta o vapor do fogo que o movimenta? Eu me sinto como esse trem, sem soltar o vapor, por vezes ele dá uma fugida pelas brechas entre os parafusos e o ferro que me constituem, mas nem sempre isso é intencional. Espera, é intencional sim. Pelo menos é um desejo meu: que o vapor saia e eu caminhe livre do que eu não preciso carregar.
Por vezes, eu saio dos trilhos e isso não é in…

Sofrer não te faz menos merecedor

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Nos dias frios, eu me sinto. Eu pego ferro quente e queimo minha friagem, ela vem a tona e isso é tão raro que nem sempre sei como lidar com sua presença. Acho que isso é normal, soa-me sempre tão familiar, tão natural, tão meu.
Está okay não estar bem e isso precisa ser discutido. A falsa ideia de que precisamos sempre estar em paz, cria em nós, invisivelmente o medo da dor, do choro, do sofrer. Fugimos! Ao fugir, nos calamos e ignoramos o que estamos sentindo e o que precisamos curar em nós mesmos. Isso é tão real.
A solidão não precisa ser sinônimo de dor e exclusão, podemos torná-la em solitude. Solitude, a arte de saber lidar com maestria os momentos a sós, fisicamente. O ser e/ou estar sozinho pode ser um espaço de transcendência e evolução espiritual. No fim, o que importa é o espírito, estamos aqui para evoluir e não silenciar o que somos.
"Um pouco de força ainda me sobrou" (Priscilla Alcantara - Gente). Sempre irá sobrar! Deixe a alma gritar, sangrar, uma hora ela vai…

Uma carta de orgulho, admiração e perdão

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Eu tenho tanto orgulho do Jefferson de 2008 que não consigo conter a emoção enquanto escrevo este texto.

Em 2008, eu era só um sonhador que tinha sonhos inimagináveis para um filho de Antônia. Ah, eu era cristão, na época eu congregava em uma igreja evangélica. Não congrego mais, continuo cristão, talvez mais do que antes.
Em 2008, eu tinha síndrome do patinho feio. Isso pode parecer uma piada, mas é uma doença. Você, influenciado por reforços externos e apontamentos de terceiros, passa a ser ver menos, por isso toma uma atitude de autossabotagem, evitando se cuidar e sempre se achando inferior às pessoas ao seu redor.
Em 2008, eu tinha um grande amor que mal olhava para mim. Lembro que eu lhe escrevia cartas, uma por dia, com frases de amor e músicas, compartilhava planos, desejos, medos, eu me abria nas cartas. Um dia essa pessoa sentou no pátio da escola e junto com os amigos rasgou todas essas minhas cartas, eu vi tudo. Lembro do quanto eu me dedicava na escrita, escrevia com minha m…

Como uma gérbera: as dores são internas

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Por Jefferson Sampaio
Às vezes sinto que estou morrendo por dentro, que vou morrendo com um sorriso no rosto, com uma casca que não consegue transparecer isso. Minhas pétalas vão ficando intactas enquanto vou apodrecendo internamente.
Não é fácil reconhecer isso, mas é necessário. As feridas são grandes e a angústia uma constante. Isso tudo dói. Meus demônios internos verberam-se, constantemente ao som mórbido de uma tarde de calor sem vento.
Novamente me sinto aéreo. As coisas estão acontecendo e eu não as controlo. Isso tudo dói. Ao mesmo tempo em que tudo parece parado, sinto como se as dores estivessem evoluindo, ela não para, não cansa, não descansa, vai corroendo como se fosse um córrego indo em direção ao rio. Parece que meu estômago foi corroído, ele geme a todo momento, uma gastura horrível de que não está nada bem. 
As coisas acontecem de uma forma tão independente que eu me culpo por não conseguir reagir. A culpa toma conta de mim. Não consigo me perdoar, os perdões estão embru…

Para entender o cristianismo: uma vida baseada no amor

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Ele me amou. Ele me ama. Ele é amor.
"É fácil amar quem te ama, ame quem quer o seu mal", foi o que Ele me disse. 
"Jefferson, as coisas não acontecem de uma hora para outra. Tudo é um processo. No deserto, fiquei 40 dias e lá tive que me encontrar e entender minha missão. Entenda a sua: você nasceu para amar. Materialize esse amor. Quantas pessoas te amam ao seu redor? É fácil abraçá-las, beijá-las, comer com elas. E quem não te ama? Evolua e mentalize coisas boas para elas. Libere o perdão, se perdoe. Você precisa disso. Fui o mais humilhado entre os homens e você como meu seguidor precisa viver isso, de algum modo. Não porque quero o seu mal, mas porque quero te preparar para algo maior. Algo bem maior. Seu coração precisa ser puro, limpo, habitat de paz, de mansidão, de verdade. Não deve caber dentro de você ódio, rancor, medo, insegurança. Você precisa ser seguro, muitos esperam isso de você. Você é um espírito velho, não cabe mais meninices. Seja forte, eu fui forte…

O fogo nunca dorme, o fogo nunca apagará

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Por esses dias eu ando esgotado, parece que as minhas forças acabaram e a minha criatividade tirou férias. Sinto-me como um verdadeiro indigente que tem seguido a vida, somente seguido, sem muito ânimo e sem tantos encaminhamentos. Há a presença de uma sensação estranha de flutuação, parece que as coisas que acontecem não estão acontecendo e que eu que deveria estar ciente de tudo, não passo de um expectador.
Não há novidade, inovação, nem criatividade. Existem alguns poucos sorrisos que solto vez ou outra quando estou com pessoas mais próximas. Um sorriso amarelo que denuncia a mesmice, essa por sua vez me toma. Mesmos dias e pessoas, mesma desvontade de fazer as coisas, as coisas na realidade já não tem importância, estão ali e por ali ficam mesmo. 
O mesmo abajur de sempre, com a mesma luz, iluminando o mesmo quarto, com a mesma cama no centro, o mesmo guarda-roupa, o mesmo caixote servindo como mesa de cabeceira. Nada mudou, é de uma mesmice fúnebre. Queria que fosse diferente, mas …

O que seria de um vencedor sem suas guerras para lutar?

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Se posso te dar um conselho, seria: seja amável e verdadeiro consigo mesmo e com o próximo. Poderia dizer que essa é a chave da vida, aquela que vai te fazer ter dias melhores e chorar menos. 
[...]
Com o passar dos tempos, as sessões de terapia e minhas conversas com Cristo eu aprendi que todo sofrimento é passageiro, do pequeno ao grande, e todos eles nos ajudam a sermos pessoas melhores. Isso acontece quando nos permitimos encará-los de frente, sorrir, chorar, entender, buscar soluções e tentar efetivá-las. É um processo tão difícil que muitos se deixam abater no meio do processo e escolhem ou jogar a dor para debaixo do tapete ou deixar-se ser tomado por ela. Os dias ficam cinzas, tudo incomoda, o choro é uma constante, um incômodo no estômago que não passa, uma vontade de sumir... ela vai moldando nossos dias e quando vemos não estamos mais vivendo a vida, somente sobrevivendo.
Em todos os meus momentos de dor, Cristo esteve comigo. Ele sempre esteve comigo, no dia em que tentei me …